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DIETAS DA MODA
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Como toda boa nutricionista, ainda acredito que a melhor maneira de perder peso e principalmente mantê-lo é apostar na reeducação alimentar. Isso porque a maioria das dietas restritivas demais, ou que excluem completamente um grupo de alimentos, são muito difíceis de se colocar em prática. O que acontece?Normalmente a pessoa segue a dieta por um curto tempo e logo depois, acaba engordando tudo denovo, e pior...muitas vezes ganha mais peso do que tinha antes do início da dieta. Por esta razão que digo e repito que aprender a comer, mudar os hábitos é o melhor caminho para o emagrecimento saudável. Bom, mas vamos conhecer asdietas que ficaram mais famosas no mundo...

Dieta Atkins
Essa ficou conhecida quase que no mundo interio, e virou "febre" mundial, principalmente entre os americanos.

A Dieta Atkins é baseada na eliminação dos carboidratos e na liberação da proteínas e gorduras. Os açucares são retirados, assim como os cereais, o arroz, as batatas, as massas e as leguminosas secas (favas, ervilhas, lentilhas). Até mesmo legumes verdes e as frutas (que contêm açucares) são proibidos.

É proposta uma dieta a base de proteínas e rica em gorduras, principalmente alimentos de origem animal, como a carne e os ovos, bacon ou a pasta de fígado. O álcool é permitido, fazendo crer que quem siga esta dieta poderá se "esbaldar" em bifes enormes com presunto e ovos, regados com álcool.

A justificação científica para esta dieta (pois até certo ponto ele funciona), está no fato que a restrição do consumo de açúcares reduziria os níveis de insulina, mecanismo responsável pela metabolização dos açúcares e sua conversão em gorduras. Aliás, a maior parte dos quilos perdidos, não são provenientes de gordura corporal, e sim de massa magra (músculo) e líquidos.

Em geral, é uma dieta desequilibrada que não promove reeducação alimentar. Causa obstipação (prisão de ventre), porque os alimentos ricos em fibras são eliminados do regime. A metabolização das proteínas liberta toxinas, causando uma sobrecarga sobre os rins. O excesso de gorduras, sobretudo para quem sofra de hipertensão ou de doença coronária é perigoso. O consumo excessivo carnes e gorduras aumenta o colesterol e altera os níveis de sódio / potássio.

Para quem pratica atividade física esta dieta causa mais danos ainda, uma vez que, os carboidratos (fontes principais de energia) são eliminados da dieta, dificultando o ganho de massa muscular, piorando a performance, dificultando a recuperação pós treino, etc.

Ah, é bom lembrar também que o próprio autor do livro (Dro. Atkins) faleceu devido a problemas cardiovasculares. Por que será?

Dieta dissociada

Esta dieta permite comer de tudo, mas evitando combinar na mesma refeição proteínas, carboidratos (açúcares) e gorduras. Ou seja, pode-se comer um bife bovino de 200g no almoço, acompanhado de bacon, por exemplo, desde que nessa mesma refeição não se ingiram alimentos do grupo dos carboidratos como as massas, o arroz, as batatas ou o pão. As proteínas, os açucares, as gorduras, as vitaminas e os sais minerais não estão excluídos nos alimentos consumidos, é apenas o seu consumo que é 'dissociado".

Em geral, é uma dieta que não promove reeducação alimentar. Tirem suas próprias conclusões...

Dieta de South Beach

A Dieta de South Beach é do cardiologista Arthur Agatston, diria que é uma versão moderna e atualizada da dieta das proteínas do cardiologista Robert Atkins. Apesar de mais liberal que o cardápio de Atkins em relação aos carboidratos, dá preferência a carnes magras e frango sem pele.

Nas duas primeiras semanas, os adeptos têm que eliminar carboidratos (pães, biscoitos, arroz, massas). O objetivo é diminuir a produção de insulina, aumentada pela ingestão em grande quantidade do que Agatston chama de "maus carboidratos". No fim desta fase, o desejo pelas guloseimas desaparece.

Na segunda fase, os "bons carboidratos"- cereais com fibras e pães e massas integrais - são reintroduzidos, mas os "maus" continuam banidos até que se chegue ao peso ideal. Na última etapa volta-se a comer de tudo, mas com moderação.

A redução dos "maus carboidratos" leva à perda de três a seis quilos em duas semanas. A dieta permite comer sobremesas e chocolates e ainda perder de três a seis quilos nas duas primeiras semanas

A primeira parte do livro tem 12 capítulos e é apenas explicativa, com a proposta de comer menos carboidratos. Um dos capítulos bate de frente com a proposta do dr Atkins, diferenciando as boas das más gorduras. A segunda parte do livro descreve as fases da dieta. São três fases, sendo a primeira e a segunda com duas semanas de duração.

As duas primeiras semanas são um verdadeiro teste de resistência. Ficam proibidos pão, massas, batata, arroz, frutas e bebidas alcoólicas, entre outros. A pessoa que segue a dieta só come vegetais, proteínas e as chamadas "boas gorduras", como azeite de oliva e nozes.

Nesse período, a perspectiva é perder entre 3 e 5 quilos. Na segunda fase os carboidratos são reintroduzidos, mas a proposta é comer apenas o que é integral. A terceira fase volta à dieta equilibrada com todos os tipos alimentos.

Mas para fazer a manutenção, só devem entrar no cardápio os alimentos light, com pouca gordura ou ligth. O livro traz receitas com os alimentos permitidos e uma tabela nutricional.

Na minha opinião, é uma das dietas da moda mais saudáveis em relação aos tipos de alimentos propostos, apesar da primeira fase ser um pouco restritiva, isso pode motivar mais a pessoa por promover uma rápida perda de peso no início. Logo depois os alimentos são liberados, e o interessante é que são alimentos integrais e tem uma proposta de manutenção que acaba gerando uma reeducação alimentar.

Dieta de Beverly Hills

Criada na década de 80, por Judith Mazel, afirma que enzimas encontradas em algumas frutas tais como o abacaxi e o mamão aceleram a queima de gordura. Produtos tropicais como abacaxi, papaia e melância podem ser ingeridas à vontade.

Recomenda a ingestão de fruta e nunca a mistura de proteínas com carboidratos, para que os alimentos sejam bem digeridos e os seus nutrientes não sejam armazenados como gordura.

A dieta tem a duração de 35 dias,com diferentes gêneros alimentares em cada refeição. O número de calorias não é contabilizado, mas o plano é muito meticuloso e deverá ser seguido à risca.

Em termos gerais, nos primeiros dez dias apenas são permitidos frutas; no 11º dia manteiga e carboidratos; no 19º as proteínas. Alimentos com gordura são permitidos. O consumo de cafeína é proibido e o de champanhe ilimitado!

Os poucos alimentos permitidos tornam esta dieta muito limitada. Além disso, não tem qualquer tipo de base científica. Os níveis de ingestão de proteínas são assustadoramente reduzidos bem como as quantidades de vitaminas e minerais essenciais.

Como a base desta dieta são as frutas e há uma carência em proteínas, cálcio, vitaminas D, E, B12, Ferro, Zinco e Cobre. Como é também uma dieta muito monótona, torna-se enjoativa, e em um curto prazo o paciente a abandona voltando novamente aos antigos hábitos alimentares, engordando tudo novamente.

Dieta DHAS

A dieta DASH surgiu do estudo “Dietary Approaches to Stop Hypertension”. Por 8 semanas, participantes do estudo seguiram 3 tipos de dietas: o primeiro grupo seguiu uma dieta normal seguindo os hábitos alimentares dos americanos; o segundo grupo seguiu uma dieta rica em frutas e vegetais;e o terceiro grupo seguiu uma dieta reduzida em gorduras saturadas e colesterol, e rica em frutas, vegetais e laticínios magros. O consumo de sódio para os 3 grupos foi de cerca de 3 mg ao dia.

Após 8 semanas, os participantes do segundo e terceiro grupos obtiveram sucesso na redução da pressão arterial, mas no terceiro grupo a diminuição da pressão arterial foi bem maior, comparável ao efeito de medicamentos.

Ainda não está totalmente esclarecido o mecanismo de diminuição da pressão arterial pela dieta DASH, mas acredita-se que a combinação dos alimentos é a responsável por este benefício à saúde.

Se sua pressão arterial é normal, a dieta DASH ajudará a prevenir a hipertensão; se sua pressão é levemente elevada, a dieta poderá evitar o uso de medicamentos. Para casos mais graves de hipertensão, a dieta DASH poderá diminuir gradativamente a dosagem dos medicamentos utilizados para controle. Entretanto, a medicação não pode ser interrompida ou ter sua dosagem alterada sem a avaliação e a prescrição de um médico. Além disso, a dieta DASH, não pode constituir o único fator de mudança no tratamento da hipertensão. É igualmente importante tomar outras medidas de controle, como exercícios físicos freqüentes, controle de peso, não fumar, não beber e consultar o médico regularmente.

Por outro lado, a dieta DASH pode melhorar sua saúde de várias formas. Frutas e vegetais podem reduzir o risco de alguns cânceres; o cálcio presente nos produtos lácteos diminuem o risco de osteoporose; e uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol diminui o risco de doença cardiovascular.

Veja abaixo como deve ser a alimentação segundo a dieta DASH:

DIETA DASH (DIETARY APPROACHES TO STOP HYPERTENSION)

Grupo de Alimentos
Número de Porções
1 porção equivale a:
Grãos e cereais
7 a 8 por dia
1 fatia de pão de forma;
½ pão francês;
½ xícara de cereal integral;
½ xícara de arroz, massa ou cereal cozidos
Frutas
4 a 5 por dia
180 ml de suco de frutas;
1 fruta média;
½ xícara de fruta cozida
Vegetais
4 a 5 por dia
180 ml de suco de vegetais;
1 xícara de vegetal cru;
½ xícara de vegetal cozido
Produtos Lácteos (sem gordura)
2 a 3 por dia
240 ml de leite desnatado;
1 xícara de iogurte desnatado ou diet;
45g (1 fatia média) de queijo magro
Nozes, sementes e leguminosas
3 a 4 por semana
1/3 xícara de amêndoas, amendoim, nozes, castanhas, sementes de girassol;
½ xícara de feijões ou lentilhas cozidos.
Carnes
2 ou menos por dia
90g (1 bife pequeno) de carne de boi magra, frango (peito) ou peixe (filé)

Fonte: dietnet.com.br

Nenhuma informação deste site substitui uma orientação nutricional!
Consulte um nutricionista para um plano alimentar individualizado.

Por Dra. Michelle Ferreira De Simone
Nutricionista CRN-19020

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