OBESIDADE ABDOMINAL E SEUS RISCOS PARA A SAÚDE

A obesidade abdominal é a gordura que se localiza dentro do abdomen, que fica armazenada na cavidade abdominal, ao redor dos principais órgãos, e não no tecido subcutâneo.
A obesidade, especialmente a localizada na região abdominal encontra-se frequentemente associada à outras doenças como diabetes do tipo 2, câncer, osteoartrites, aterosclerose, hipertensão arterial, dislipidemias e doenças cardiovasculares.
Diversos estudos demonstraram que um acúmulo predominante de células gordurosas na região abdominal leva a um aumento de risco de doença cardiovascular e morte prematura; as alterações metabólicas associadas com obesidade abdominal incluem as dislipidemias, resistência à insulina, diabetes de tipo 2 (diabetes do adulto), síndrome metabólica, inflamações e trombose.
Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais claro que a distribuição de gordura é importante quando considerar os riscos de obesidade. Foi sugerido na década de 40, que o risco cardiovascular e metabólico está mais intimamente relacionado com a obesidade "andróide" (obesidade abdominal ou corpo em "forma de maçã") do que com a obesidade "ginóide" (obesidade corporal mais baixa ou corpo "em forma de pêra").
Simultaneamente, surgiram novos dados com relação ao vínculo entre o risco cardiovascular e a obesidade abdominal, especialmente o significado de gordura intra-abdominal (aquela que fica armazenada dentro da cavidade abdominal, ao redor dos principais órgãos) como um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. A obesidade abdominal pode simplesmente ser medida pela circunferência da cintura, mas podem ser ainda usado métodos de imagem como a tomografia computadorizada (TC) ou a Ressonância Magnética por Imagem (RM).
Em geral, a pessoa que concentra gordura na região abdominal, ao redor da cintura (corpo tipo maçã), tem mais chances de apresentar problemas de saúde do que aquela em que a gordura está mais concentrada nas coxas e quadris (corpo tipo pêra).
O ideal é que o valor não passe de 80cm para mulheres e 88cm para homens, valores acima disso já estariam relacionados à um possível risco para doenças cardiovasculares. A medida deve ser feita com uma fita métrica, bem em cima da cicatriz umbilical.
Referências bliográficas:
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2. LEDOUX, M.; LAMBERT, J.; REEDER, B. A. & DESPRÉS, J. P. Correlation between cardiovascular disease risk factors and simple anthropometric measures. Canadian Heart Health Surveys Research Group. Canadian Medical Association Journal, 157(Sup. 1):S46-S53, 1997.
3. SEGAL, D.L. The rationale for controlling dietary lipids in prevention of coronary heart disease. Bull. Pan Am. Health Organ., 24: 197-209, 1990.53.
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Por Dra. Michelle Ferreira De Simone
Nutricionista CRN-19020
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