A EPIDEMIA DA OBESIDADE

A obesidade vem sendo considerada uma epidemia mundial, tornando-se o maior problema de saúde pública na sociedade moderna tanto em países desenvolvidos, onde atinge cerca de 10% da população, como nos em desenvolvimento, afetando principalmente indivíduos entre 25 e 44 anos. Pode parecer exagero, mas é fato! O número de pessoas muito acima do peso vem aumentando a cada dia, e isso não significa que elas estejam mais bem nutridas, e sim doentes.
A principal característica presente neste distúrbio é o desequilíbrio entre a ingestão e gasto energético total, com conseqüente ganho de peso e alterações na composição corporal que comprometem a saúde, resultando em importante défict na qualidade de vida e sobrevida. Ou seja, você acaba ingerindo muitas calorias e gastando pouca energia (caloria).
O aumento na prevalência da obesidade tem sido explicado por fatores ambientais como, mudanças no padrão do consumo alimentar e sedentarismo, o que configura o que pode ser chamado de estilo de vida ocidental contemporâneo. Ou seja, o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e calorias, e com pouco nutrientes e fibras, os famosos “fast food”, e a diminuição da atividade física devido a modernização dos dias de hoje.
Ao se focalizar a obesidade pelos aspectos vinculados a alterações na dieta, cabe destacar que o aumento da ingestão energética (de calorias) pode ser decorrente tanto da quantidade ingerida, como por alterações na qualidade da dieta (fast food), ou pela combinação dos dois. O processo de industrialização dos alimentos tem sido apontado como um dos principais responsáveis pelo incremento energético na dieta da maioria das populações do Ocidente.

Porque será que antigamente não havia tanta pessoa obesa como hoje?
A resposta é simples, não havia tanta modernidade como hoje!
Controles remotos, maquinários no lugar da mão de obra, a facilidade de se ter automóveis, vídeo games, computadores, comidas congeladas e industrializadas (e muito gordurosas...), “fast food”...tudo isso acabou mudando bastante o estilo de vida das pessoas!
A redução do nível de atividade física e sua relação com o crescimento na prevalência da obesidade, se refere às mudanças na distribuição das ocupações por setores (exemplo: da agricultura para a indústria) e nos processos de trabalho. Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que 80% da nossa população adulta é sedentária e que 32% dos adultos brasileiros são obesos. Ou seja, pelos confortos da vida moderna, deixa-se de emagrecer ao pegar o elevador em vez de subir pela escada, ir de carro em vez de caminhar, colocar a louça na máquina em vez de lavá-la, usar o controle remoto ao em vez andar até a televisão para mudar o canal.
O fator genético, também é muito sugerido como um “vilão”. Porém, onde alguns estudos não evidenciam a interferência da genética em grande parte dos obesos, demonstrando que a obesidade é desencadeada principalmente por fatores ambientais. Mas é claro, que existem pessoas em que a “carga genética” acaba atrapalhando muito a perda de peso. Por exemplo, nós sabemos que se o pai ou a mãe são obesos, a probabilidade do filho se tornar obeso aumenta para 50%, e se os dois (pai e mãe) forem obesos, esse risco salta então para 80%! Algumas pessoas tem mais tendência de engordar do que outras, isso depende do metabolismo de cada um! Alguns tem mais facilidade em “queimar” energia (calorias) do que outras! Uma pessoa NUNCA é igual a outra, por isso devemos sempre respeitar a individualidade de cada organismo quando fazemos uma dieta de emagrecimento.
Desta forma, em relação prevenção e o controle, a dieta e atividade física correspondem às principais formas de tratamento da obesidade.
Por Dra. Michelle Ferreira De Simone
Nutricionista CRN-19020
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